segunda-feira, 8 de abril de 2013


O enfermeiro e a construção da autonomia profissional no processo de cuidar



                                                                Resumo Crítico

Este artigo tem por objetivo estudar um ponto de vista sociológico, a profissão de enfermagem a partir de questionários e entrevistas realizadas com 59 enfermeiros das unidades de pronto-socorro que atuam com vínculo no Hospital de Clínicas da Unicamp (HC- Unicamp), o período de coleta foi junho a dezembro de2001. A pesquisa de campo efetuou-se após a aprovação do comitê de ética em pesquisa da FCM/Unicamp. O objetivo maior desse estudo é o campo da sociologia das profissões em geral trata-se de um âmbito complexo que, para se consolidar dentro das ciências sociais, exigirá uma considerável concentração de esforços para resolver suas principais questões de ordem teórica. Na área da saúde tem contemplado principalmente a medicina, que contempla alguns clássicos, como por exemplo, a obra de FREIDSON, 1970; ¨Para este autor, uma profissão se distingue da outra com relação as suas ocupações¨, ele diz também que a profissão é um monopólio ocupacional dentro de um processo de divisão de trabalho. Ele tem como base de princípios fundamentais: o conhecimento teórico reconhecido e protegido pelo Estado e o apoio das elites. Freidson não chega a tocar em questões crucias, tais como, a natureza das elites, os interesses econômicos sociais e políticos. Este lapso deixou a crítica desenvolvida principalmente por autores marxistas. A produção marxista é importante principalmente pelo seu esforço de promover uma teoria que estabeleça uma conexão desta área com a sociedade mais ampla. O WRIGHT, 1980 situa a profissão médica dentro da estrutura da sociedade capitalista esse ponto, este autor crítica vários estudos na área da saúde, que confundem ocupações com classe. Johnson, enfatiza que no capitalismo monopolista, é transformado em processo através de mecanismo complexos de controle produtivo este autor analisa ainda a produção do sistema produtivo nas esferas políticas e ideológicas empreendida principalmente pelo estado e pelas ¨profissões¨ (envolvendo as áreas da saúde,educação, ciência e tecnologia). A autonomia da medicina e seu papel dominante no processo de trabalho na área da saúde. WILLIS, 1983 enfatiza esse ponto, a base fundamental para a autonomia da profissão medica deve ser com o Estado. O papel do médico resumi-se em ser capaz de estruturar e organizar o processo de trabalho na saúde como, por exemplo, a visão individualista da doença e da cura e as soluções baseadas em tecnologia industrial, a profissão medica assume, na visão deste autor a Medicina torna-se uma instituição importante de manutenção da ordem e de controle social. Analisando as ocupações e profissões capitalistas de produção, BRAVERMAN, 1974, conclui que a perda da autonomia no processo produtivo atinge todas as ocupações profissionais inclusive a do médico, segundo o seu ponto de vista na medida em que o capitalismo se desenvolve mais complexos e sofisticados de dominação.   O processo de trabalho na área de saúde em geral e de enfermagem, em particular pressupõe uma divisão de trabalho baseado nos princípios Tayloristas que tem uma finalidade terapêutica; como objetivo o individuo que precisa de cuidado; como instrumental; o saber corporificado nas técnicas e nas metodologias assistências e como, produto final, um serviço de saúde prestado. Assim o desenvolvimento real da ciência ocorre apenas em circunstâncias raras e especiais quando o paradigma e proposto.
A enfermagem bem como a grande maioria das demais áreas relacionadas com a saúde, acompanhou essas tendências. No interior de um paradigma mecanicista cada vez mais forte, a ênfase recai com mais intensidade na intervenção técnica, sem serem vistas às mudanças de ordem emocional, coletiva e educacional. Somente uma mudança de paradigma científico, poderá conferir ênfase ao cuidado, juntamente com o aspecto humano da medicina. Neste sentido, o profissional enfermeiro está rompendo a imagem de um profissional devoto e obediente, entrelado tanto a uma concepção religiosa do cuidado, com um paradigma que promove exclusivamente a intervenção técnica voltada a um paciente percebido meramente como uma máquina este rompimento ao mesmo tempo em que enseja uma crise no paradigma hegemônico, permite um início de revolução cientifica e conseqüentemente a construção de um paradigma mais amplo na área da saúde.Essa formação continuada é um processo que capacita professores no local de trabalho, oferecendo educação permanente, com apropriações de muitas competências enriquecendo sua prática na área da Enfermagem. Incluindo centralização e descentralização da tomada de decisão, com possibilidades de tomar decisões sobre projetos inovadores sem barreiras no ambiente hospitalar, unidades responsáveis por projetos inovadores e autonomia na execução do trabalho que envolve profissionais de Enfermagem.  REFERÊNCIAS: 1. FRIEDSON E. Professional Dominance. Chicago(USA): Aldine;1970.
2. WRIGHT ED. Class and occupation. Theory Society 1980; 9 (1): 177-214 .3. JOHNSON T. The profession in the class structure. In; Scase R (editor). Industrial.4. WILLIS E. Medical dominance. London (UK): Gearge Allen & Unwin; 1977. [s.p.].

5. BRAVERMAN H. Labor and monopoly capital. New York (USA): Monthly Review press; 1974.





Docente: Geordano Raad
Discentes:  Adielson Postácio
                    Daniela Martins
                    Jéssica Gonçalves
                    Jhonnatan Edson Barreto
                    Angélica Lima
                    Wilimária Ferreira

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